Jovens do Brasil

Jovens do Brasil
22/02/2008

Jovens do Brasil em 2008




O quadro Jovens do Brasil começou 2008 abordando a relação da juventude brasileira com a Internet: os jovens não param de descobrir as possibilidades da rede mundial de computadores, e alguns chegam ao extremo de passar horas a fio conectados.


Para fazer a primeira reportagem da série, entrevistamos jovens internautas nos quatro cantos do Brasil e fomos conhecer um projeto de inclusão digital feito por e paras jovens em Fortaleza.


Assista a matéria a seguir, e confira as fotos da equipe.





A seguir repórter cinematográfica Maria Cândida, Evaristo Costa e a editora Silvana Requena na chegada a Belém:


Maria Cândida, Silvana Requena e todo o equipamento de produção:

24/08/2007

Jovens do Brasil






Família, sexo, educação, emprego, diversão. Durante duas semanas, a série Jovens do Brasil abordou assuntos que fazem parte da vida dos mais de 50 milhões de jovens do país. Uma viagem que passou por 19 estados e o Distrito Federal. Foram mais de 200 entrevistas que mostraram o que faz e o que pensa a juventude brasileira.


Para encerrar essa viagem pelo mundo dos jovens convidamos o doutor Mauricio de Souza Lima, médico hebiatra, especialista em adolescentes. Quem fez as perguntas foram jovens do Brasil inteiro.


A gente começa com a Verônica, que tem 22 anos e é do Recife (PE).

Verônica: O senhor acha que hoje a família está centrada na questão do amor ou que os pais estão mais preocupados em comprar coisas para os filhos, esquecendo um pouco o lado afetivo?

Mauricio de Souza Lima: A vida corrida, muitas vezes, faz com que os pais deixem de lado a conversa, o diálogo. Eu acho que é isso que precisa ser resgatado. Eu vejo que eles se preocupam muito, às vezes, com o aspecto material. Mas o amor eu vejo que não acaba não, Verônica. Eu acho que o amor está sempre presente. A questão é o pai saber distribuir um pouco melhor esse tempo nessa vida do século XXI, que é tão corrida. O tempo interno da família, dedicando espaço para o próprio adolescente.


Agora a uma pergunta de Porto Alegre (RS). Quem vai conversar com a gente é o Júlio César, que tem 16 anos.


Júlio César: Eu queria se o senhor considera que o consumo de drogas feito pelos jovens uma espécie de refúgio para os seus problemas. E também quais seriam as razões de jovens de diferentes classes sociais consumirem drogas.

Mauricio de Souza Lima: Eu acho que essa questão do Júlio nos remete àquela questão antiga, essa história dos problemas. “Eu fumo, eu uso uma determinada droga para fugir dos problemas”, não é mais assim. Eu acho que a curiosidade é o primeiro fator que move o adolescente em busca desse mundo das drogas. O grande problema é o seguinte: ninguém sabe quem vai se tornar dependente ou não. É uma loteria, Júlio. E lembrar que a primeira droga consumida hoje no Brasil pelos jovens é o álcool, que é uma droga lícita, vendida em qualquer lugar e, às vezes, as pessoas não se dão conta disso. Que pode sim servir como uma porta de entrada para outras drogas mais perigosas.
Jornal Hoje: Mas tem diferenças de classes sociais?

Mauricio de Souza Lima: Sim. Dependendo da classe social a droga vai ser diferente. Tem algumas drogas que são bem mais caras e aí esses jovens de uma classe social mais favorecida consomem outros tipos de drogas.
Jornal Hoje: Doutor, temos pais assistindo.

Mauricio de Souza Lima: É, mas não é para o pai não deixar mais o filho participar da balada. Eu acho que você deve conhecer o seu filho e o melhor teste de drogas é conhecer, ver como o seu filho está chegando da balada. E, caso alguma coisa estranha aconteça, você pode fazer uma intervenção. Então deixa o adolescente participar dessa vida gostosa que é esse momento adolescente.


Emprego é um dos assuntos que mais preocupam o jovem brasileiro. A Ana Cristina tem 19 anos e está em Salvador (BA).


Ana Cristina: A minha pergunta é sobre profissão. Como saber pesar as nossas escolhas em relação ao nosso futuro profissional. Por exemplo, continuar em um negócio de família ou se lançar num mercado de trabalho extremamente competitivo sem garantia de um bom emprego.

Mauricio de Souza Lima: Olha, é uma época de muitas mudanças. Mudanças físicas, psicológicas e sociais. Às vezes começar com um negócio de família é extremamente interessante, porque você pode adquirir uma bagagem para depois dar um próximo passo com mais segurança nesse mercado de trabalho que você falou que é tão competitivo. Eu não descartaria essa possibilidade.


Vamos falar de outro assunto que também afeta muito o jovem hoje em dia: sexo. Sobre isso quem vai fazer a pergunta é o Geovani, de 16 anos, que está em Campo Grande (MS).


Geovani: A minha pergunta é: como um jovem hoje, na sociedade atual, como lê pode chegar na sua família e perguntar sobre sexo?

Mauricio de Souza Lima: Geovani, eu acho essa questão em relação à sexualidade ela deve fazer parte do dia-a-dia das famílias. O pai vê uma notícia no jornal, na TV, numa revista e ele deve conversar sobre isso, emitir a sua opinião. E o jovem deve também emitir a sua opinião, para que os pais possam saber o que esse jovem pensa a respeito daquele assunto. Acho que acabou aquela história “Vamos conversar sobre sexo”, pega na mão do garoto, vai conversar no quarto. Isso deve fazer parte do dia-a-dia. Essa é a melhor dica, você tentar colocar as suas dúvidas para os seus pais.

Jornal Hoje: O senhor está falando, mas é meio difícil para algumas famílias. Mais de 50% dos jovens não falam de sexo com os pais. Como se aproximar?

Mauricio de Souza Lima: É verdade. Eu acho que aproveitar, realmente, as notícias do dia-a-dia. Agora, se a dificuldade é muito grande, os pais devem procurar um profissional da área de saúde que possa fazer esse tipo de trabalho com o jovem. Porque, apesar do grande número de informações, as súvidas continuam muito emergentes para os jovens, eu acho que essa é a principal questão. E, em relação à sexualidade, como outros assuntos, a gente não pode deixar passar.


Jornal Hoje: Os pais se esquecem que um dia foram adolescentes? É isso que distancia?

Mauricio de Souza Lima: É verdade. Os pais às vezes se esquecem que cometeram determinados erros nessa fase da vida de tantas mudanças e também eles não acompanham as mudanças do século XXI. Hoje a vida é muito mais rápida, muito mais corrida, as informações são despejadas nas cabeças dos jovens.

24/08/2007

Jovens do Brasil



Não dá pra mentir que foi um trabalho fácil, não foi. Só hoje toda a equipe conseguiu relaxar de verdade. Foram alguns meses correndo sem parar. Mas o resultado compensa qualquer cansaço.


Durante nossas viagens conhecemos lugares diferentes, pessoas interessantes e culturas diversas. Jovens que fazem a diferença. Bons exemplos que a gente não vai esquecer. Aos mais de 200 jovens entrevistados que contribuiram pra o sucesso da série, obrigado.


O blog também serviu para eu conhecer realidades de lugares que não visitei. A série continua. Mande sugestões, sempre pensando no diferente, coisas que acontecem e que retratam o jovem da sua região. Quem sabe a gente não apareça por aí.


Nas próximas semanas embarcamos pra começar as outras reportagens.


Toda equipe da série Jovens do Brasil agradece seu carinho.

Um abraço e até!


Evaristo Costa

24/08/2007

Chat com Evaristo Costa



No encerramento da série, converse com o repórter Evaristo Costa. Veja aqui o vídeo com a íntegra do chat!

23/08/2007

Diversão - 23/08/07



A equipe da série Jovens do Brasil acompanhou pelo Brasil como a juventude se diverte e namora. Aliás, o termo "ficar" entrou de vez na vida dos jovens.


Na última reportagem da série o tema é diversão. Axé, pagode, baile e roda de tereré. Como se comportam os jovens brasileiros?


sobre o programa

O Jornal Hoje sempre dedicou um olhar diferenciado aos jovens telespectadores, e o quadro Jovens do Brasil é o marco dessa relação de afinidade entre o JH e a juventude brasileira.

No nosso blog você pode participar dizendo o que achou das reportagens. Fique à vontade pra registrar o seu depoimento: conte como é ser jovem na sua cidade, quem faz parte da sua turma e como é o seu relacionamento dentro de casa.

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