Jovens do Brasil

Jovens do Brasil
14/08/2007

Chat com Maria Teresa Maldonado


Maria Teresa Maldonado fala sobre o jovem e o emprego. Clique aqui para ver a íntegra do chat.

14/08/2007

Educação - 14/08/07



Dezoito milhões e meio de jovens até 24 anos estão fora da escola no Brasil. É muita gente sem estudar. Na reportagem de hoje da série Jovens do Brasil você vai conhecer quem trocou a escola pela diversão, mas vai ver também que a maioria luta para estudar e ter um futuro melhor.



Na segunda reportagem sobre os Jovens do Brasil, educação em pauta. O repórter Evaristo Costa encontrou com uma juventude que abandona os estudos por vontade própria, mesmo sabendo que a conquista de um futuro melhor passa pela sala de aula. E descobriu em Pernambuco um rapaz que, sozinho, já aprendeu a falar três línguas.



14/08/2007

Making Of



Acompanhe os bastidores do segundo dia de gravações da série Jovens do Brasil.

14/08/2007

Educação



Olá. Estava acostumado a receber e-mails e responder alguns. Aqui as mensagens chegam com muito mais rapidez. Entro a cada hora e sempre tem mensagem nova. Infelizmente não dou conta de responder a todas, mas leio todas. Obrigado pelos comentários, elogios e sugestões. Fiquei contente com o retorno da primeira reportagem.


Obrigado também pelos milhares de acessos ao chat, ontem. Tem gente que reclamou que eu não respondi muitas perguntas. Calma! Foram mais de 3.600, em meia hora de conversa seria impossível. Podemos pensar em um outro chat no fim da série e com mais tempo. Eu disse pensar (rs).


A série de hoje tratou do tema: Educação. Um assunto sério. Afinal, sem educação a vida do jovem fica estacionada, comprometida, sem perspectiva de futuro e realização profissional.


Conversei com a Cíntia, uma brasiliense que passou em primeiro lugar no vestibular de medicina. Ela está agora no quarto semestre da UnB (Universidade de Brasília). Cíntia é educada, inteligente, conversa bem. Ela sempre estudou em colégio particular e é consciente de que isso fez uma grande diferença na hora de prestar o vestibular.


Apenas 11% dos jovens até 29 anos freqüentam uma universidade. Nem precisa calcular pra dizer que é pouco, né? Só pra lembrar: o Brasil tem hoje 50,5 milhões de jovens. Mais dois números: 27% dos jovens não estudam nem trabalham e 3% são analfabetos.


Bom... Depois que se formar Cíntia pretende prestar concurso público e trabalhar no Hospital de Base, em Brasília. O concurso público é uma tendência de muitos jovens brasilienses, quem me explicou isso foi a professora da UnB Maria Claudia Oliveira que é psicóloga e doutora em educação.


- "Brasília tem pouquíssimas indústrias e os empregos na área comercial e de serviço não oferecem carreira, promoção, cargos de gestão, enfim, o que acaba aumentando a adesão do jovem à perspectiva de aprovação num concurso público. A grande meta do jovem seria concurso público - na área do legislativo e do judiciário - que oferecem os melhores salários do país em termos de postos públicos."


A recifense Das Neves e o brasiliense Bonny me surpreenderam, tamanha a tranqüilidade. Nenhum dos dois estuda, nem trabalha. Na casa dela, na periferia do Recife, cheguei às 13h30 e na casa dele, um condomínio de classe média em Brasília, às 09h00. Eles ainda estavam dormindo e justificaram: ela disse que voltou tarde pra casa e ele ficou até tarde na internet. Quanto a parar de estudar, Bonny diz que perdeu o dia da matrícula. E Das Neves parou por preguiça, farra e namoro.


E também por preguiça, farra e namoro param de estudar muitos jovens de Manaus. Eles interrompem os estudos na quinta série e depois de alguns anos de 'férias' se matriculam no ensino para jovens e adultos, antigo supletivo. Em um ano e meio se formam. Mas é bom lembrar que a escola pra jovens e adultos é pra adulto jovem e não para adolescentes. O ensino, segundo os professores, fica comprometido em relação aos alunos que respeitaram todas as séries, sem preguiça.



E aí conhecemos Sédrik, 18 anos, nascido no interior de Pernambuco, mãe merendeira, atualmente mora na casa dos tios em Camaragibe, região metropolitana do Recife. Ele é fera, aprendeu inglês sozinho, apenas escutando a BBC de Londres e estudando os dicionários e livros que tinha. Nunca freqüentou uma escola de idiomas. Depois de passar numa prova de inglês elaborada pela embaixada dos Estados Unidos no Brasil, de uma entrevista e falar fluentemente, foi escolhido como um Jovem Embaixador. Geralmente são 25 jovens de todo o Brasil, Sédrik representou o estado de Pernambuco. Como prêmio: uma viagem de duas semanas para Washington e Chicago. Pra encerrar a ficha técnica do garoto, ele cursa o terceiro ano do ensino médio numa escola do estado e já fala alemão e mandarim.


Força de vontade é tudo.


Evaristo Costa

13/08/2007

Sexo e família - 13/08/07



O Jornal Hoje inicia nesta segunda-feira uma viagem pelo Brasil. Uma viagem conduzida pelos próprios jovens.



Na série de reportagens que estréia hoje, foram entrevistados mais de 200 jovens em 19 capitais, além do Distrito Federal. Conversamos com jovens entre 15 e 29 anos sobre sexo, emprego, religião, comportamento, educação, esporte, lazer, violência e o relacionamento com a família.


Foram mais de 50 horas de gravações. O resultado nos surpreendeu e, muitas vezes, nos emocionou. As reportagens foram gravadas pela equipe da TV Globo, mas quem conduz a narrativa são os próprios entrevistados.


O assunto de hoje é polêmico: Sexo e família.




13/08/2007

Making of



Veja como foi feita a primeira matéria da série Jovens do Brasil.



13/08/2007

Sexo e Família





Olá, gente. Nos últimos dias tenho lido todos os tipos de blog. Escrever um, pra mim, é um novo desafio. Conto com a compreensão e as dicas de quem é craque nisso.


A melhor forma que eu encontrei de organizar as idéias foi colocá-las por assunto. De acordo com as matérias que irão ao ar no Jornal Hoje. São curiosidades, bastidores e informações que não entraram nas reportagens.


Vamos começar por Salvador, Bahia, nove da manhã - Monique, dezesseis anos chegou para a entrevista acompanhada de uma inspetora da escola onde estuda e Rafaela, também com dezesseis anos veio com a filha de três meses e o marido - tão jovem quanto ela. Ele assumiu a criança desde o início da gravidez. E durante a entrevista só desgrudou do bebê na hora que ela chorou de fome.


A presença do pai confirmou um dado que conseguimos com um professor de Campo Grande. Uma pesquisa feita na cidade apontou que nos últimos cinco anos, 83% dos nascimentos de filhos de mães com idade inferior a 19 anos tinham o registro do pai.




A dupla Monique e Rafaela foi uma das nossas primeiras entrevistadas. Elas não se conheciam. Vivem em realidades diferentes. Colocamos uma pra conversar com a outra e o assunto rendeu. Monique tinha as curiosidades de uma jovem de classe média que nem pensa em ter filhos agora. Rafaela, namorando há três anos, dizia que a filha Ingrid foi planejada, mas ao mesmo tempo admitia que levou um susto ao saber da gravidez. Ah! Então por que chorou no fim da entrevista?


Por mais que tenha sido planejada, uma gravidez aos dezesseis anos não é cedo demais? A imaturidade impede, na maioria das vezes, que a menina consiga administrar trabalho, estudo e filho ao mesmo tempo. Por ano 700 mil jovens tornam-se mães no Brasil, 58% delas param de estudar quando engravidam. É um número alto, mas esperar o que se mais da metade dos jovens não falam ou nunca falaram de sexo dentro de casa. É muita gente. Boa parte culpa os próprios pais pela falta de liberdade, outros têm vergonha de tocar no assunto.


Durante as entrevistas quando eu perguntava aos pais se eles falavam de sexo com os filhos, a maioria ficava envergonhada, de cabeça baixa e sorriso de canto. Os filhos não respondiam nada além de um 'sim' meio duvidoso.


No Recife entrevistei Isabele, o namorado Bruno e a mãe dela, Norma. Foi uma das poucas entrevistas em que o assunto sexo foi tratado como se fosse uma receita de bolo, com total liberdade. Norma comprou uma cama de casal pra filha dormir com o namorado em casa. Norma e a filha ...são exceção. Mais de setenta por cento dos pais não deixam os filhos dormir em casa com os namorados.


Maioria é a família Gomide, de Campo Grande, Mato Grosso do Sul que não aceita essa realidade. São pontos de vista diferentes, que têm que ser respeitados. Os limites e os valores familiares - do que pode e do que não pode - são passados e conquistados através do diálogo.



Também fomos atrás dos cangurus. O nome é engraçado, mas serve de sinônimo pra explicar uma mudança de comportamento. São jovens mais velhos que ainda moram com os pais. E aí são vários os motivos como me explicou a psicóloga e escritora Maria Tereza Maldonado (nós conversamos com ela no Rio de Janeiro).


- "Muitas vezes o jovem se forma ou está apto para o mercado de trabalho mas não consegue uma colocação ou consegue uma colocação com o rendimento baixo que não lhe permite ter uma vida financeiramente autônoma."
A gente não pode esquecer também da comodidade: não tem conta pra pagar, comida pra fazer, roupa pra lavar. Quem não gosta? Até eu (rs)


Bom...Geralmente são os jovens que não saem de casa. Mas no caso da família que encontramos em Salvador, os filhos foram estudar na capital e os pais não agüentaram de saudade, foram atrás. Marcamos com todos eles, nove jovens da mesma família, de uma só vez. É difícil administrar muita gente junta numa gravação. Um queria ir ao banheiro, outro tinha prova na faculdade, outra com o pé imobilizado, outro que não chegou, fome era quase unânime... Mandamos o pai pra cozinha. Em dez minutos ele voltou com pipoca pra acalmar o pessoal.


Aliás, falando em comida, em todos as casas que passamos não saímos sem um copo d'água, um cafezinho, um bolo, uma comida típida. Tá pensando que engordamos? Foi efeito contrário. O trabalho foi tanto, que toda a equipe emagreceu. Eu, no caso, perdi dez quilos.


Bem, por enquanto é isso... Amanhã eu conto os bastidores da próxima reportagem, que é sobre EDUCAÇÃO.


Até mais.

Evaristo Costa

13/08/2007

Bem-vindo ao Blog da série Jovens do Brasil






O Jornal Hoje sempre dedicou um olhar diferenciado aos jovens telespectadores. E a estréia da série Jovens do Brasil é o marco dessa relação de afinidade entre o JH e a juventude brasileira.


A motivação:

As primeiras conversas sobre o projeto aconteceram em fevereiro, três meses antes do início das viagens. À partir daí foram cerca de dez reuniões para traçar os planos que levariam às gravações.


Decidiu-se então que a equipe - repórter, cinegrafista e editor - viajaria por oito capitais. Além disso, as afiliadas da Rede Globo espalhadas pelo país - também produziriam material de apoio para o projeto.


Começamos a seqüência de viagens em 21 de abril. As três primeiras capitais visitadas foram Salvador (BA), Recife (PE) e Manaus (AM). Em seguida: Campo Grande (MS), Brasília e Porto Alegre (RS). Pausa para organizar o material, e as duas últimas cidades: Rio de Janeiro e São Paulo. Com a participação das outras emissoras ouvimos jovens de 19 capitais brasileiras, mais o Distrito Federal. Pronto, tínhamos nas mãos um farto material para ilustrar nossas reportagens: mais de cem entrevistas. Depoimentos inéditos, emocionados, surpreendentes.


O trabalho:

Em cada cidade, foram dois dias, em média, de gravação e 12 doze horas de trabalho diário. Conversamos com jovens entre 15 e 29 anos. Falamos sobre sexo, religião, violência, educação, trabalho, diversão e esporte....


Foram, pelo menos, dez entrevistas por dia. Ao todo, mais de 60 horas de gravações e cerca de 200 jovens ouvidos. Mais de 50 fitas foram gravadas.


De volta à redação, todo o material foi transcrito - o que chamamos de decupagem . Anotamos cada frase, palavra por palavra, registramos em que fita as entrevistas foram gravadas, fizemos observações com destaque para os bons trechos . E pra quê? Pra escolher os melhores entrevistados e agilizar a nossa edição. Foi um trabalho minucioso, diário, suado... Quando assistíamos as fitas nas ilhas de edição nos surpreendíamos novamente com a intensidade dos depoimentos colhidos Brasil afora.


A equipe:

O trabalho da nossa equipe foi registrado pela câmera da repórter cinematográfica Maria Cândida. Uma Handycam miniDV gravou os bastidores. As reportagens são de Evaristo Costa. A edição é assinada por Silvana Requena. Fotos, anotações e uma boa memória da equipe completam o material exclusivo que você acompanha aqui na nossa página.


Muito pouco se sabe sobre os jovens brasileiros. A única secretaria nacional formada para cuidar da juventude foi criada há apenas dois anos (é vinculada à Secretaria-Geral da Presidência da República). Ela atende jovens em programas como Bolsa-Atleta, Agente Jovem, Projovem, ProUni. Mas é insuficiente. O Brasil tem cerca de cinqüenta milhões e meio de jovens e segundo o secretário Beto Cury apenas oitocentos mil são atendidos pelo Governo Federal. Ou seja, menos de um e meio por cento de jovens é beneficiado.


As reportagens da série Jovens do Brasil foram embasadas por pesquisas recentes dos mais diversos institutos, entre eles Ibase, Polis, IBGE, Dieese, Fundação Seade e Unesco, entre tantos outros.


No nosso blog você pode participar dizendo o que achou das reportagens. Fique a vontade pra registrar o seu depoimento. Conte como é ser jovem na sua cidade, quem faz parte da sua turma, como é o seu relacionamento dentro de casa. Complete - com seu texto - a série Jovens do Brasil. Ela foi feita pra você.

10/08/2007

Chat com Evaristo Costa



Veja a íntegra do bate papo com o repórter Evaristo Costa sobre o trabalho na produção da série Jovens do Brasil. .

10/08/2007

Série Jovens do Brasil



Acompanhe a partir de segunda-feira (13 de agosto) a série do Jornal Hoje sobre os hábitos, sotaques e idéias de jovens de norte a sul do país.



Acompanhe os repórteres Evaristo Costa, Silvana Requena e Maria Cândida na sua viagem pelo país.

sobre o programa

O Jornal Hoje sempre dedicou um olhar diferenciado aos jovens telespectadores, e o quadro Jovens do Brasil é o marco dessa relação de afinidade entre o JH e a juventude brasileira.

No nosso blog você pode participar dizendo o que achou das reportagens. Fique à vontade pra registrar o seu depoimento: conte como é ser jovem na sua cidade, quem faz parte da sua turma e como é o seu relacionamento dentro de casa.

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